Vaticano precisa reconhecer milagre para beatificação
Salvador - Para que Dulce seja reconhecida beata, o Vaticano precisa reconhecer um milagre que tenha ocorrido por intercessão da religiosa. De acordo com o frei italiano Paolo Lombardo, postulador do processo de beatificação da religiosa, esse reconhecimento está próximo. ''Esperamos que a confirmação do milagre passe pela última análise nos próximos meses'', afirma o religioso, conhecido no meio como o ''advogado dos santos''. Estão sob seus cuidados 80 causas de beatificação e canonização de religiosos de todo o mundo. ''Ela (Irmã Dulce) seguramente será beatificada.''
As expectativas giram em torno de um suposto milagre ocorrido em Sergipe. Ao dar à luz, em parto normal, uma mulher teve uma intensa hemorragia, que fugiu do controle dos médicos. Acabou sendo desenganada. Os familiares, então, teriam chamado o padre da cidade para fazer uma corrente de orações à religiosa. Pouco depois, a hemorragia foi estancada e a mulher recuperou a saúde.
Como o caso ainda está sob análise, a Igreja evita dar detalhes sobre os envolvidos, mas sabe-se que o caso foi validado juridicamente pelo Vaticano em 2003 - ou seja, a Igreja já reconheceu que a graça atende aos requisitos para que seja avaliada detalhadamente. Hoje, o Memorial Irmã Dulce contabiliza mais de cinco mil cartas e relatos de curas milagrosas atribuídas à religiosa.
Para ser validado, o milagre passará por três análises, segundo Maria Rita: a primeira, em uma reunião de médicos e especialistas em saúde; a segunda, feita por teólogos, historiadores e religiosos, até o caso chegar a uma terceira reunião, na qual o milagre é reconhecido. Passado o processo, abre-se outro, para a canonização. Nele, mais um milagre precisa ser comprovado para que o ''Anjo Bom da Bahia'', chamado de ''Madre Tereza do Brasil'', pelo colegiado da Congregação, pelas semelhanças de sua história com a da beata de Calcutá (Índia), possa ser reconhecido como santa. (T.D./Agência Estado)





