Curitiba - O Conselho Superior do Ministério Público do Paraná (MPPR) solicitou ao secretário de Segurança Pública do Paraná, Cid Vasques, que se manifeste oficialmente em até cinco dias sobre o pedido de revogação de sua licença feito pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
Com isso, a decisão sobre o caso deve ser tomada somente na próxima semana, quando ocorre uma nova reunião do Conselho. O Gaeco pede que a autorização concedida ao procurador do MPPR, Cid Vasques, para atuar como secretário seja suspensa. O argumento seria uma incompatibilidade entre as instituições, pois o secretário estaria "obstruindo ações do órgão". Na prática, caso o pedido seja acatado pelo conselho, o secretário teria que deixar o cargo no governo estadual ou abrir mão da carreira no MPPR.
O Gaeco criticou abertamente na semana passada a decisão do secretário, de retirar de imediato 37 policiais militares que atuam no órgão. Outra definição que gerou indignação na coordenação geral do Gaeco se refere à designação de que novos PMs terão um prazo máximo de um ano lotados no órgão.
A justificativa da Sesp para a mudança nos quadros é que isso proporcionaria oportunidades de experiência a outros policiais. A assessoria da Sesp também afirmou ontem que o secretário não vai se pronunciar sobre o pedido feito pelo Gaeco.

Caso semelhante
Em 2004, durante o governo de Roberto Requião, outro secretário de Segurança e, na época também procurador do MPPR, Luiz Fernando Delazari, passou por situação semelhante. Para poder assumir a pasta ele conseguiu uma licença, que foi renovada por dois anos consecutivos, em 2005 e 2006. Entretanto, no ano de 2007, a licença de Delazari não foi prorrogada e ele precisou optar por um dos cargos. Delazari pediu exoneração do quadro do MPPR, e se manteve à frente da Sesp até abril de 2010.

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