Vasp pode demitir 110 funcionários a partir de segunda
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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2000
por Vera Dantas e Thélio de Magalhães 
São Paulo, 11 (AE) - A Vasp deverá dispensar 110 funcionários a partir de segunda-feira, sendo 50 comissários de bordo e 60 tripulantes técnicos e co-pilotos. A empresa informou que a opção para o funcionário não ser demitido é uma licença não remunerada de 180 dias. A empresa alega que será obrigada a tomar essas medidas porque devolveu quatro jatos MD11 e ficou com 110 funcionários ociosos num universo de 2 mil tripulantes. "Como passamos por um processo de reestruturação e vamos ter uma economia de US$ 3,2 milhões esta medida foi necessária", informou o assessor da empresa, Ruy Nogueira.
A informação da Vasp é diferente da do Sindicato Nacional dos Aeronautas que denunciou hoje que a Vasp já está chamando os funcionários para assinarem um documento de licença-não remunerada sob pena de demissão."Vamos tentar uma conversa com o presidente da empresa, Wagner Canhedo", disse o diretor do Sindicato, Sidney Guimarães.
Segundo ele, os funcionários da empresa estão sendo retirados das escalas de vôos e encaminhados ao Departamento de Treinamento onde recebem um documento solicitando licença sem vencimentos por motivos de ordem particular. Nos espaços em branco, segundo Guimarães, o funcionário é orientado a escrever que a licença é de um ano. O documento é dirigido ao gerente geral de operações da Vasp.
"Pouquíssimos funcionários assinaram o pedido", disse Guimarães. Há algum tempo atrás a Vasp acenou com a hipótese de conceder licença não-remunerada diante da possibilidade de redução de aeronaves em operação. "Mas a empresa não está respeitando a convenção coletiva dos aeronautas que estabelece uma dispensa feita por etapas e com regras claras", disse. A Vasp desmente esta informação e diz que as dispensas vão seguir todas as regras da convenção coletiva da categoria.


