Vasp paga atrasados à Infraero e pode voar na Ponte-Aérea
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sexta-feira, 05 de março de 1999
Por Gustavo Paul 
Brasília, 06 (AE) - A Vasp regularizou temporariamente sua situação com a Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero) e poderá voar normalmente na Ponte Aérea Rio-São Paulo até a próxima quarta-feira. A assessoria de comunicação da Infraero confirmou hoje que a empresa aérea pagou na sexta-feira cerca de R$ 50 mil referentes aos vôos realizados entre as duas capitais no período de 21 a 27 de fevereiro.
Os oito vôos diários da empresa entre os aeroportos de Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e Congonhas, em São Paulo, não foram prejudicados.
A assessoria da Infraero ressaltou que a continuidade do serviço só será mantida a partir da quarta-feira se for feito novo depósito na quarta-feira, relativo às tarifas devidas no período de 28 de fevereiro a 6 de março. A assessoria de comunicação da empresa aérea confirmou que o novo depósito será realizado.
Na última quinta-feira, a Infraero, que administra 69 aeroportos brasileiros, publicou um comunicado anunciando que passaria a cobrar das empresas inadimplentes o pagamento à vista das tarifas devidas nos aeroportos, como condição para autorização de embarque de passageiros ou a liberação da aeronave.
Segundo a Infraero, tecnicamente o pagamento só pode ser feito por serviços prestados, ou seja, depois do vôo. Assim, a Vasp, que admitiu ter débito com a Infraero, se habilitou a voar pagando as tarifas passadas. A Infraero quer receber uma dívida de R$ 250 milhões das empresas aéreas e não descarta a possibilidade de, ainda na próxima semana, estender a cobrança à vista das tarifas para outras rotas.
Em um comunicado divulgado na última sexta-feira, a Vasp informou que está cumprindo integralmente as determinações da Infraero e que também é credora da União. A companhia aérea propõe o repasse de parte do crédito que possui (cerca de R$ 2,2 bilhões) para a Infraero para quitar sua dívida.
Das quatro grandes companhias áreas nacionais, a Varig e a Transbrasil renegociaram suas dívidas com a estatal e a Tam não chegou a ficar inadimplente. Estas três podem voar normalmente na Ponte Aérea.


