Varrição é retomada na área central de Londrina
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sexta-feira, 19 de julho de 2013
Danilo Marconi<br>Reportagem Local 
Londrina O pregão presencial para contratação de empresas terceirizadas de varrição e lavagem de espaços públicos, concluído ontem pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), é marcado por polêmica. A Empresa Brasileira de Empreendimentos, Projetos e Consultoria Ltda. (Ebepec), que prestava o serviço anteriormente, questionou a assinatura do contrato alegando que havia apresentado o menor valor do pregão. Porém, ela foi desclassificada.
O edital previa a execução de 1.456 quilômetros de varrição (área que compreende o quadrilátero central da cidade) por mês, o preço máximo estipulado era de R$ 96,96 por quilômetro. As lavagens de praças, Calçadão, Bosque e limpeza dos banheiros públicos estavam avaliadas em R$ 66.978,96 por mês.
A Ebepec iria cobrar R$ 93,13 por quilômetro de varrição, que totalizaria R$ 135.704,00 por mês. A CMTU justificou, por meio de nota oficial, que a desclassificação da empresa ocorreu porque "embora o preço apresentado pela empresa fosse menor que os demais, a base de cálculo utilizado na composição da sua planilha de custos considerou um valor de salário dos varredores abaixo do que determina a (
) convenção coletiva" da categoria.
A desclassificação propiciou a contratação da empresa cambeense ConservLimp Ambiental, que apresentou preço de R$ 95,92 por quilômetro varrido. No seu site, a empresa informa ter uma cartela de clientes composta pela Infraero, Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Sandoz, Pontifícia Universidade Católica (PUC), Universidade Estadual de Londrina (UEL) e Shopping Catuaí.
A ConservLimp começou a operar ontem. Três equipes percorreram grande parte do quadrilátero central para reduzir o impacto de seis dias sem varrição em Londrina. A empresa foi contratada emergencialmente.
"Embora os envelopes tenham sido abertos hoje (ontem), há prazo para contestação. Não poderíamos ficar mais de dez dias sem varrição. Então resolvemos assinar contrato emergencial com as empresas que apresentaram menor valor no pregão até a conclusão do processo licitatório. Pode ser que no final, assinemos com outras empresas", explicou o presidente da CMTU, Carlos Geirinhas. O contrato emergencial é válido por 90 dias.
A CMTU também assinou com empresa gaúcha Schoen Comércio e Manutenção de Equipamentos Ltda., que ficará responsável pela lavagem de praças, Calçadão, Bosque e limpeza dos banheiros públicos. O valor ofertado foi de R$ 49 mil por mês, 26% abaixo do preço máximo estabelecido no edital. "Interessante que este edital contempla lavagem diária desses espaços. Anteriormente, duas vezes por semana", disse.
A CMTU prepara para ano que vem outra licitação para varrição, mas desta vez contemplando toda a cidade. "A ideia é dividir a cidade em quatro ou cinco grandes áreas e licitar cada uma. Desta forma, proporcionaríamos maior limpeza e não ficaríamos reféns de uma única empresa", definiu Geirinhas.


