Varrição das ruas deve passar a ser realizada por 10 empresas
São Paulo, 05 (AE) - A varrição das ruas de São Paulo deve passar a ser realizada por dez empresas. Essa é a intenção do prefeito Celso Pitta (sem partido) que convocou para o dia 20 uma audiência pública para definição do edital.
"A cidade será dividida em dez agrupamentos e cada uma será objeto de uma disputa." Atualmente, o serviço é feito por quatro empresas - Enterpa, Cavo, CBPO e Vega -, que dividem os sete agrupamentos em que a cidade foi repartida pela administração.
Durante as investigações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Fiscais, diretores da Enterpa admitiram ter pago propina para liberar as planilhas de varrição na Administração Regional da Penha. A Vega forneceu carrros para a AR de Pirituba que acabaram usados indevidamente.
O prefeito, apesar desses problemas, disse que a decisão de modificar a divisão da cidade e a intenção de ter mais empresas realizando o serviço deve-se a um parecer do Tribunal de Contas do Município (TCM) e à necessidade de economizar da administração.
"A imposição de ordem legal havia se somado à necessidade de reduzir despesas com limpeza sem comprometer o serviço."
O tribunal advertiu o governo municipal que novos aditivos aos contratos de varrição não seriam aceitos. O vice-presidente do tribunal, Antônio Carlos Caruso, recomendou o fim da divisão atual entre a Secretaria de Serviços e Obras (SSO), responsável pela licitação e contratação, e a Secretaria das Administrações Regionais (SAR), responsável pela fiscalização dos serviços e autorização de pagamentos.
Em maio de 1995, quando os primeiros contratos foram assinados
a previsão era que durante os 54 meses de vigência fossem pagos R$ 458 milhões às empresas. Depois das mudanças que esses contratos tiveram, esse valor hoje supera R$ 1,17 bilhão. (J.L.)





