Curitiba- A Varig suspendeu ontem 20 vôos, entrando no quarto dia de consecutivo de cancelamentos. Por meio de um comunicado, a Varig informou que a medida teve de ser tomada pela ''necessidade de manutenção de alguns aviões''.
Dos vôos cancelados ontem, três atingiram o Aeroporto Afonso Pena em São José dos Pinhais na Região Metropolitana de Curitiba. Segundo informações do setor de controle de vôos, quatro aeronaves da rota Curitiba/Porto Alegre estão em manutenção no Rio de Janeiro.
Conforme a empresa, o número de vôos cancelados não é significativo já que a companhia mantém 180 vôos que operam em linhas nacionais e internacionais.
A companhia já vem cancelando vôos desde o último sábado e este número chega a 72. Segundo a empresa todos os passageiros dos vôos cancelados têm sido acomodados em outros da companhia ou congêneres.
A Varig não informou o número de passageiros prejudicados. Em nota, comunicou que há um bom índice de aproveitamento nos vôos. Nas rotas domésticas, o aproveitamento é de 68% e na internacional de 65%. Na ponte aérea, está em torno de 50%.
De acordo com informações da assessoria, a Varig continua operando vôos diários para 36 destinos no Brasil e 21 para quatro continentes em 18 países.
Ontem, o juiz Robert Drain, da Corte de Falências de Nova York, decidiu prorrogar a liminar que protege os aviões da Varig de arresto (apreensão) até o dia 21 de junho.
Segundo a agência de notícias Bloomberg, advogados da Varig informaram ao juiz americano que a empresa recebeu uma segunda oferta de compra, no valor de US$ 450 milhões, praticamente o mesmo proposto pelo TGV (Trabalhadores do Grupo Varig) no leilão realizado na semana passada.
O juiz Luiz Roberto Ayoub, da 8 Vara Empresarial do Rio, prorrogou até hoje o prazo para que a NV Participações, consórcio formado pelo TGV esclareça ou substitua parte do pagamento da proposta de R$ 1,010 milhão por meio de debêntures (títulos de dívida privados). A Varig está em recuperação judicial desde junho de 2005. (Com agências)

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