Varig pode pedir empréstimo ao BNDES para rolar dívida
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domingo, 30 de maio de 1999
Por Roberta Jansen 
Rio, 31 (AE) - A Varig estuda a possibilidade de pedir um empréstimo de até US$ 400 milhões ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a rolagem de sua dívida, que chega a US$ 600 milhões. "Por enquanto é uma hipótese, estamos fazendo um estudo preliminar", afirmou hoje o presidente da empresa, Fernando Pinto. "A operação só irá se concretizar se for economicamente interessante para o BNDES, não se trata de um socorro." Pinto participou hoje da abertura da 55ª Assembléia Geral Anual da Associação Internacional de Transporte Aéreo, no hotel Sheraton, na zona sul do Rio, que reuniu representantes das principais companhias aéreas do mundo. Segundo o presidente da Varig, o objetivo da companhia seria conseguir um prazo maior para o pagamento da sua dívida a taxas de juros mais baixas. "Os prazos atuais, que variam, em média, de dois a dez anos, são curtos para a nossa capacidade de pagamento", disse. A dívida total da Varig é de US$ 1,6 bilhão.
Pinto anunciou também que a empresa estuda a possibilidade de uma parceria com a Lufthansa para a criação de um centro de treinamento de pilotos. "Além da Lufthansa, existem outras quatro empresas candidatas: duas fabricantes de simuladores e duas especializadas em treinamento de aviação", disse. Segundo o acordo, a Varig entraria com suas unidades de treinamento já existentes e sua parceira com as novas tecnologias.
Atualmente, 80% dos pilotos atendidos nos centros de treinamento da Varig são da própria companhia e apenas 20% de fora. "Queremos inverter isso", disse. Um dos objetivos da parceria é gerar mais receita para a Varig. Uma hora em um simulador de vôo, por exemplo, chega a custar US$ 800. "Mas esse ganho não chega a ter o nível de importância para compensar as nossas perdas", frisou Pinto.


