Rio, 28 (AE) - O presidente da Varig, Fernando Pinto, afirmou há pouco que a Varig não está sendo investigada pelo INSS, pela redução de uma dívida de R$ 292 para R$ 21 milhões. Segundo Pinto, a investigação interna aberta pelo Ministério da Previdência tem como objetivo apurar o que levou dois fiscais do instituto a multar a empresa em um valor acima de R$ 200 milhões
em 1997. "Os valores foram extremamente altos e não havia o mínimo embasamento técnico", afirmou o presidente da Varig.
Ele disse que a multa só foi reduzida para R$ 21 milhões porque a empresa não tinha mais recibos de pagamentos de contribuições ao instituto que haviam sido feitas há mais de dez anos. Se a companhia tivesse os papéis, afirmou Pinto, nem este valor teria sido cobrado. "A Varig sempre esteve em conta com o INSS", declarou. Ele disse que a revisão foi feita por uma comissão de auditores fiscais form ada pelo próprio INSS, a pedido do Ministério da Previdência. A companhia procurou diretamente o ministério, em vez de seguir os trâmites normais de recursos, porque "não fazia sentido" pagar cerca de R$ 80 milhões - 30% do valor da multa - para poder recorrer, como mandam as normas da Previdência, contou Pinto. "A Varig não está sendo investigada, mas há no INSS uma investigação interna para saber porque os fiscais não foram punidos", sustentou.

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