Rio, 9 (AE)- A Varig espera recuperar sua participação no mercado com a criação de uma empresa especializa em distribuição de produtos e serviços na área de turismo, em parceira com a Amadeus Internacional, Transbrasil e a Fundação Ruben Berta, acionista majoritária da Varig. O presidente da Varig, Francisco Pinto, explica que a criação da Amadeus Brasil faz parte da estratégia de reestruturação da empresa, que registrou uma queda de 15% a 20% em suas reservas desde a desvalorização do real no início do ano. "Estamos investindo na melhoria da distribuição de nossos produtos junto aos agentes de viagens", explicou. "Um sistema forte de distribuição permite ganhos maiores."
O presidente da Varig destacou que a empresa precisou fazer uma série de ajustes após a mudança da política cambial. No primeiro trimestre, a companhia registrou um prejuízo de R$ 49 milhões. "Tivemos que nos ajustar ao novo cenário, mas o segundo semestre deve apresentar resultados melhores", previu. Pinto afirmou que a Varig reduziu de sete para três os modelos de aeronaves utilizadas pela companhia, que também optou por aviões de menor porte.
O presidente da Transbrasil, Paulo Henrique Coco, admite que a companhia ainda está absorvendo os impactos da desvalorização cambial e do aumento do preço do combustível. Ele destaca que o reajuste das tarifas aéreas ficou abaixo das necessidades das empresas, que hoje tem aproximadamente 35% de seus custos indexados a moeda americana. Segundo Coco, as companhias aéreas precisam dialogar com o Governo para pedir um reajuste maior das tarifas praticadas no país.
O controle acionário da Amadeus Brasil será da Varig e da Fundação Ruben Berta com 51% do capital, a Amadeus Internacional ficará com 34% e a Transbrasil com 15%. Atualmente
o sistema da Amadeus Internacional é utilizado por 2 mil agências de viagens no Brasil.

mockup