São Paulo, 04 (AE) - O comércio eletrônico só dará certo se for encarado pelos empresários como um negócio complementar ao varejo tradicional. Confecções, calçados, jóias, produtos que requerem ser experimentados não têm sucesso nas vendas por meio da Internet. O diagnóstico é da consultora norte-americana Alice Bird McCord, que já foi vice-presidente da National Retail Federation (NTF) - associação que reúne os principais varejistas dos Estados Unidos.
"Os artigos mais vendidos no comércio eletrônico são as commodities", ressaltou Alice, que fez Hoje uma palestra sobre as tendências do varejo tradicional para lojistas. Ela ressaltou que eletroeletrônicos, aparelhos de telefone celular e computadores são os produtos que têm mais afinidade com a Internet.
Segundo Alice, o índice de intenção das companhias americanas em ter sites é elevado, mas os resultados financeiros ainda não corresponderam às expectativas. "Muitos varejistas estão indo à falência, eles achavam que o negócio ia dar certo, mas não deu", comentou Alice.
Dentre as empresas que sucumbiram, ela citou a Peapod, especializada na venda de produtos alimentícios pela Internet. A falência de algumas companhias mostra, segundo a consultora, que apenas montar um site não significa sucesso garantido.
Para a especialista, o comércio eletrônico não afeta as vendas das lojas de shopping, a maioria delas especializadas em vestuário. Ela acredita que o novo canal de vendas deve colocar desafios para os varejistas tradicionais. É que o consumidor, depois de usar as ferramentas do comércio eletrônico, deve se tornar mais exigente.
A consultora cita que algumas empresas já captaram a tendência de complementação entre os dois sistemas. Na Gap, rede de moda dos EUA, por exemplo, existem quiosques onde é possível conhecer pelo computador os produtos da loja.

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