Varejo do DF prevê crescimento de até 15% nas vendas de Natal
como supermercados e lojas de departamento.Por Liliana Lavoratti Brasília, 20 (AE) - O Sindicato do Comércio Varejita do Distrito Federal está prevendo um crescimento entre 12% e 15% nas vendas no Natal deste ano em relação ao de 1998. São vários os motivos que resultaram na reação positiva do consumo neste final de ano. "O maior empregador aqui é a União e o governo local. Os dois pagaram o décimo-terceiro salário ao funcionalismo na semana passada", afirmou Wlanir Santana, presidente do Sindicato do Comércio Varejista do DF. "E isso ajuda a manter os 85 mil comerciários que trabalham nas 51 mil lojas." Ao mesmo tempo, o comércio está oferecendo uma série de atrativos aos consumidores. Os 13 shopping centers estão sorteando 22 carros, um apartamento e várias viagens ao exterior. Os cartões de crédito e cheques especiais reduziram os juros. O presidente do Sindicato do Comércio Varejista lembra que, anteriormente, quem parcelava no cartão e no cheque especial pagava entre 14% e 16% ao mês. Hoje, essas taxas caíram para cerca de 8,4% e 9,8%, dependendo do cartão e do banco. "Isso também está impulsionando as vendas a crédito", afirmou Santana. No último final de semana, 658 mil pessoas passaram pelos shopping centers que abriram as portas no sábado e domingo. Os segmentos que estão vendendo mais são o de roupas e confecções, seguido dos de perfumes e discos. O otimismo do comércio também foi captado em pesquisa da Federação do Comércio Varejista (Fecomércio), entidade de abrangência mais ampla que o Sindicato do Comércio Varejista, pois inclui em seu quadro de associados também os supermercados, açougues, revendas de automóveis e até financeiras. Ao mesmo tempo que esperam um crescimento entre 3% e 5% nas vendas em dezembro em relação ao mesmo mês do ano passado, os 159 empresários ouvidos pela Fecomércio demonstraram cautela. Pouco mais da metade (55%) dos estabelecimentos mantiveram o mesmo nível de estoques do final de 1998, de acordo com a pesquisa. Do total dos empresários ouvidos na pesquisa, 83,6% apostaram no aumento das vendas em dezembro deste ano em relação ao mesmo mês de 1998. Esse otimismo da maioria se deve aos sinais positivos observados pelo comércio na capital federal já em novembro, quando as vendas começaram a crescer em relação aos meses anteriores. A Fecomércio também captou uma mudança na forma de pagamento nas vendas deste final de ano. Dos 159 empresários abrangidos pela pesquisa, 42,8% acreditavam que o cheque pré-datado teria a preferência dos consumidores na hora de fazer as compras. Somente 26% dos entrevistados achavam que o pagamento seria feito à vista. Nos anos anteriores, a média de pagamento à vista era de 50% do faturamento, índice que deverá cair bastante neste ano. De acordo com a assessoria de imprensa da Fecomércio, como os juros continuam altos, os consumidores estão buscando as compras parceladas, porém aquelas que pelo menos formalmente não embutem as elevadas taxas ainda cobradas no mercado. O aumento do uso do cheque pré-datado também resulta da ampliação dos prazos de pagamento sem juros, uma prática adotada pela maioria das grandes redes de varejistas no Distrito Federal





