São Paulo, 15 (AE) - O faturamento real do comércio varejista da região metropolitana de São Paulo deve fechar o primeiro semestre com queda entre 1,5% e 2%, ante o mesmo período do ano passado. Esta redução se concentra, principalmente, nos setores de bens de maior valor agregado, que necessitam de mais crédito. Segundo a prévia da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista, elaborada pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (FCESP), em parceria com a Agência Estado, em junho o comércio faturou 7,69% a menos em relação a maio e 6,76% em comparação ao mesmo período do ano passado.
De acordo com entidade, junho está sob pressão inflacionária
o que retira do consumidor um pouco mais da renda disponível. Estas pressões estão ligadas ao tarifaço, como água, luz, telefone e gasolina, que incidem diretamente sobre o bolso dos consumidores. Para o economista da FCESP, Miguel da Cruz Supico, o resultado do primeiro semestre não é tão ruim. Segundo ele, com as expectativas em torno do acordo entre o governo e o FMI, somadas à desvalorização do real, no início do ano, esperava-se um agravamento muito maior da situação econômica do País. "Como a inflação não subiu tanto, o resultado não foi tão grave", disse. Supico explicou que a previsão era de que o faturamento do setor tivesse uma queda de 6% neste ano, em relação a 98, número que foi revisto para aproximadamente 1%. Atividade Junho/Maio 99 Junho 99/98 Variação Dessazonalizada Comércio Geral ... 7.69% ... -6.76% ... -2.45% Sem Concessionárias ... -5.86% ... 1.95% ... 0.28% Duráveis ... -6.07% ... -4.06% ... 3.02% Semiduráveis ... -8.14% ... -7.64% ... -6.75% Não Duráveis ... -5.91% ... 7.61% ... -1.15% Veículos ... -26.41% ... -52.12% ... -30.39% Material Construção ... -2.69% ... -6.27% ... 2.36%

mockup