Varejo amarga vendas fracas de produtos de Páscoa
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domingo, 28 de março de 1999
Por Márcia de Chiara 
São Paulo, 29 (AE) - A menos de uma semana da Páscoa, as vendas de ovos de chocolate e pescados ainda não deslancharam nos supermercados, revela pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras) nas principais redes varejistas em dez estados. As consultas recebidas para venda à vista pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), confirmam que os negócios continuam fracos.
Entre sexta-feira e domingo, o volume de registros recebidos pelo Telecheque ficou 2,4% abaixo do fim de semana anterior. "O nível de vendas é preocupante", afirma o presidente da Abras, José Humberto Pires de Araújo, que trabalha com a expectativa de que o volume de vendas de produtos típicos de Páscoa fique, neste ano, 5% abaixo da mesma data de 1998.
Mas, em faturamento, pondera o empresário, poderá ocorrer até um crescimento significativo por causa da desvalorização cambial, que encareceu produtos importados, como o bacalhau.
O que está emperrando os negócios é o fato de a Páscoa deste ano ter caído antes do pagamento do salário, que ocorre no quinto dia útil do mês, e a retração no mercado por causa da crise.
A expectativa é que as vendas cresçam a partir da quarta-feira. A Lojas Americanas, que detém 37% do mercado e está aceitando cheque pré-datado para o dia 7 de maio, informa que, até sexta-feira, vendeu um volume 8% maior que em 1998 e já escoou 55% dos 14 milhões de ovos. "Vamos atingir as metas", diz o superintendente de Marketing, Paulo Humberg, que prevê incremento de 10%.
O Carrefour também vendeu metade dos 6 milhões de ovos e espera que os pescados deslanchem a partir de hoje. O Grupo Pão de Açúcar registrou no fim de semana crescimento de 50% na vendas de ovos e 70% nos pescados, no Extra da Anhanguera, uma loja importante do grupo.
As vendas nas lojas Ofner, Kopenhagen, Amor aos Pedaços e a Lojas Americanas do Shopping Tatuapé cresceram 10% no fim de semana na comparação com o anterior. "Mas as vendas estão aquém do esperado", diz o presidente da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Omar Assaf.


