Varas criminais devem expandir as teleconferências
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sábado, 25 de agosto de 2012
Vítor Ogawa <br> <br> Reportagem Local 
As varas criminais de todo o Estado devem receber câmeras e microfones para realizar audiências por teleconferências até o final de dezembro. A afirmação é do diretor do foro da seção judiciária do Paraná, juiz federal Friedmann Wendpap, que esteve em Londrina para participar das comemorações dos 25 anos da subseção judiciária de Londrina do Tribunal Regional Federal da 4 Região.
Segundo Wendpap, o registro audiovisual permitirá que as audiências sejam realizadas por teleconferência em todo o Estado, evitando movimentações de testemunhas e de presos. ''Nós já possuímos salas de teleconferências. Atualmente temos duas salas por subseção, mas a ideia é que criemos mais 60 salas dessas até dezembro, chegando a 80 salas de teleconferência'', afirmou.
O diretor explicou que uma das vantagens do Paraná em relação a outros estados é o fato da Copel oferecer o tráfego de informação em uma rede que é 100% de fibra ótica. O Paraná foi um dos Estados pioneiros no processo de informatização dos processos.
O corregedor regional, desembargador federal Tadaaqui Hirose, que presidiu a cerimônia dos 25 anos da subseção judiciária de Londrina, informou que desde 2003 o Paraná iniciou a implantação dos processos eletrônicos e desde 2010 a sua utilização se tornou obrigatória. A informatização foi a saída encontrada para resolver o deficit de pessoal responsável pelo volume de processos. ''Embora a demanda seja grande, nós não temos perspectivas a curto prazo de implantação de novas varas e de contratação de funcionários na subseção de Londrina devido à falta de recursos'', afirmou.
Hirose destacou ainda que a Justiça Federal do Paraná tem utilizado a tecnologia como ferramenta de corte de gastos. ''Hoje não usamos mais papel nos processos e os que existem são residuais.''
O diretor do foro da subseção judiciária de Londrina, juiz federal Gilson Luiz Inácio, explicou que atualmente a subseção de Londrina possui três varas cíveis, três varas de juizados, uma vara criminal e uma vara de execução fiscal com quase 12 mil processos para julgar. Destas, 13,60% dizem respeito à divida ativa, 9,72%, auxílio-doença previdenciário, 5,03%, benefício assistencial, 5,02%, aposentadoria por tempo de contribuição e 4,02%, contrabando ou descaminho. ''O ideal seria que cada vara tivesse pelo menos 17 funcionários para atuar adequadamente, mas temos trabalhado com 13 ou 14 funcionários'', explicou.
25 anos da subseção
Durante a solenidade que comemorou os 25 anos da subseção judiciária de Londrina, o juiz Gilson Inácio relatou que trabalhou 17 dos 25 anos na subseção e ressaltou o trabalho do juiz Vladimir Passos de Freitas, que foi o primeiro juiz federal a trabalhar na subseção de Londrina.
Freitas por sua vez relembrou que no dia em que foi definir o imóvel para implantar a subseção em Londrina, devido ao mau tempo, a aeronave pousou em Maringá e logo surgiram especulações de que a subseção iria para Maringá. ''Tenho que destacar que naquele início o juiz aposentado Sérgio Biscaia veio a Londrina trabalhar voluntariamente tamanha a vontade de ajudar a implantar a primeira subseção judiciária do interior do Paraná'', enalteceu.
O juiz Friedmann Wendpap por sua vez ressaltou que Londrina é uma cidade que sabe preservar a sua história e destacou que uma foto em 360º, que foi anexada em um processo de 1938, foi digitalizada recentemente. ''Essa foto foi transformada em um painel e é o presente que entregamos a Londrina para comemorar os 25 anos da subseção judiciária'', anunciou.


