Os dados do IBGE mostram que, apesar de ser um fenômeno mais acentuado no Paraná, o aumento da vantagem feminina na expectativa de vida é uma tendência nacional. Em 26 unidades federativas (não foi feito comparativo em Tocantins, Estado que não existia em 1980), em apenas três a expectativa de vida aumentou mais entre os homens do que entre as mulheres: Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal.
As chamadas mortes por causas externas são as principais responsáveis por essa situação. De acordo com a pesquisa Mapa da Violência, em 30 anos o número de homicídios no Brasil aumentou 259%, e os homens, especialmente os adultos jovens, são as principais vítimas dessa violência: em 2010, 91,4% das pessoas assassinadas no País eram do sexo masculino.
Uma pesquisa anterior do IBGE, de 2009, mostrou que em 1980 os óbitos por causas externas representavam 4,5% do total de mortes de mulheres no Brasil. Em 2005, o índice permanecia estável, ao ficar em 4,9%. Entre os homens, entretanto, a proporção passou de 12,9% para 18,3% no mesmo período.
"Nas mortes violentas entre 15 e 29 anos, a maioria das vítimas é do sexo masculino. Outro fator é que a mortalidade infantil é maior entre os homens", diz o chefe da unidade estadual do IBGE no Paraná, Sinval Dias dos Santos. Em 2010, a taxa de mortalidade infantil no País foi de 18,3 óbitos de menores de um ano para cada mil nascidos vivos entre os homens, e de 15,2 entre as mulheres. No Paraná, a taxa foi de respectivamente 11,9 e 9,7. (F.G.)

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