Londrina - A diretoria do Colégio Estadual Thiago Terra, no Jardim União da Vitória 1 (zona sul de Londrina), contabiliza os prejuízos de mais um ato de vandalismo cometido contra a instituição de ensino na madrugada de segunda-feira. Segundo a diretora Maria Ângela Leite, esse é o segundo ataque do ano, e resultou na perda de pelo menos 20 vidros, que tinham sido recolocados há duas semanas, foram quebrados a pedradas. Os vândalos ainda sujaram a escola e reviraram carteiras.
Por conta da bagunça, cerca de 35 crianças que participam pela manhã do programa "Mais Educação", que oferece aulas de artesanato solidário, tênis de mesa e português, tiveram que voltar para casa.
A diretora, que até então achava que o ato de vandalismo só incluía a bagunça, encontrou os vidros quebrados enquanto andava pela escola com a reportagem. "Isso me causa muita revolta. Acabamos de arrumar todos os vidros da escola", lamentou.
Segundo Maria Ângela, desde o final do ano passado até o início do mês 250 vidros foram quebrados, "a maioria por vândalos que jogam pedras de fora para dentro do colégio". O conserto custou R$ 2,5 mil, pouco mais do que a escola recebe mensalmente do Núcleo Regional de Educação (NRE) para manutenção. "Esse dinheiro é para comprar materiais de limpeza e escritório, para manter a escola bonita e arrumada. Quando temos que gastar com isso, pode faltar para outra coisa", lamentou. O colégio atende aproximadamente 800 alunos em três turnos.
O caso será investigado pelo 4º Distrito Policial. O 3º Sargento da Patrulha Escolar, Renato de Oliveira Aramam, explicou que a corporação faz um trabalho de prevenção nas escolas. "Fazemos palestras, falamos com os alunos. Vemos nesses casos que são pessoas da própria comunidade que fazem isso, infelizmente", afirmou. A menos de duas quadras da escola há uma Unidade Paraná Seguro (UPS).
A chefe do Núcleo Regional de Educação (NRE), Lúcia Cortez, afirmou que, além do Colégio Thiago Terra, outras três escolas reportaram atos de vandalismo desde o início do ano. "Percebemos que são atos feitos por crianças mesmo, jovens, porque não há relato de roubos, nem nada mais grave do que isso", explicou. "Sabemos que há um trabalho pedagógico de aproximação da escola com a comunidade, mas é necessário que seja constante. Quando a comunidade tem orgulho daquela instituição, eles cuidam melhor do patrimônio", acrescentou.

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