Londrina – A Polícia Civil abriu inquérito para investigar os atos de vandalismo contra comerciantes registrados na madrugada de ontem em Londrina. Pelo menos oito lojas tiveram vidros quebrados na Rua Quintino Bocaiuva e nas avenidas Maringá e Ayrton Senna. Alguns lojistas foram avisados às 4h30, mas muitos deles só ficaram sabendo da destruição pela manhã, quando abriram os estabelecimentos. Nada foi levado das lojas. Por enquanto, não há pistas dos vândalos.
Alguns comerciantes cogitaram que os ataques poderiam ter ligação com manifestantes radicais, mas a polícia rechaça esta hipótese. "Não há nada que ligue o vandalismo aos protestos. Seria muito precipitado afirmar isto. Vamos continuar com as investigações para identificar os culpados", disse o porta-voz da Polícia Militar, capitão Nelson Villa. O secretário de Defesa Social, Rubens Guimarães, informou que as ações não foram gravadas pelas câmeras da Guarda Municipal, mas que a polícia já requisitou imagens de sistemas de câmeras particulares.
As investigações indicam que, na Avenida Maringá, os vidros foram estilhaçados por um instrumento pontiagudo. "Não encontramos pedras ou marca de tiro. Provavelmente a pessoa bateu com uma barra de ferro e fugiu", contou o proprietário de uma loja de decoração, Carlos Augusto de Paula. O prejuízo com a substituição do vidro ficou em R$ 2,5 mil, mas como a entrega só deve ocorrer em 10 dias, ele terá de desembolsar mais R$ 150 por noite com segurança particular.
A dona de uma loja de móveis Márcia de Paula, reclamou que a insegurança da madrugada se estende por todo o dia. "A única solução é investir em segurança particular, apesar de já pagarmos altos impostos." A Guarda Municipal e a PM informaram que vão aumentar o patrulhamento nestes pontos para coibir novas ações dos criminosos.
Alexandre Siconatto, gerente comercial de uma concessionária na Rua Quintino Bocaiuva, também adiantou que vai contratar um vigia. Segundo ele, nenhum veículo de exposição foi danificado. "Por sorte o prejuízo foi apenas com o vidro. Além dos carros, havia vários eletrônicos, mas nada foi roubado", contou.

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