Ibipor㠖 Um grupo de vândalos provocou quebra-quebra e desordem na noite de terça-feira em Ibiporã (Região Metropolitana de Londrina) após o jogo entre Brasil e México pela Copa do Mundo. Duas lojas tiveram as portas de vidro quebradas e placas de sinalização foram danificadas.
Segundo comerciantes ouvidos pela FOLHA, a confusão se concentrou na Avenida Santos Dumont, no centro, local de concentração da torcida em dias de jogos. O quebra-quebra começou quando um grupo atirou uma pedra em uma viatura da Polícia Militar (PM). Em seguida, várias garrafas foram quebradas, placas de sinalização, entortadas e uma lotérica e uma revenda de celular tiveram as fachadas destruídas. Ninguém foi preso.
"Esse grupo saiu chutando as portas de vários estabelecimentos e, infelizmente, vimos aqui o que tem acontecido em outras cidades do País. O transtorno e o prejuízo foram grandes", relatou o proprietário da lotérica, que preferiu não ter o nome revelado. O grupo é acusado ainda de ter agredido e furtado um homem que presenciou o vandalismo. "O senhor mora em frente a loja e correu atrás do rapaz que quebrou a loja. Como eles estavam em grupo, o agrediram e ainda levaram seus pertences pessoais", contou o empresário.
O gerente da revenda, Roberto Henrique de Araújo, reclamou do policiamento pelas ruas da cidade, considerado insuficiente. E diz que a única alternativa é contratar um segurança particular para proteger o estabelecimento no próximo jogo. "Acionamos a polícia, mas nos informaram que não viriam, pois não tinham nada a fazer. Os arruaceiros já prometeram que na segunda-feira vão voltar e vai ser pior ainda. Infelizmente, somos reféns da situação", frisou Araújo.
Antes do início da Copa do Mundo, comerciantes da região protocolaram um pedido na Polícia Militar solicitando uma atenção especial nos dias de jogos para evitar problemas. Após a primeira partida, na semana passada, não foram registrados conflitos, apesar disso, para o confronto de terça-feira, a PM bloqueou o cruzamento da Avenida Santos Dumont com a Manoel Ribas.
A reportagem entrou em contato com a PM de Ibiporã, mas em virtude da folga administrativa de ontem não foi possível localizar ninguém do comando para comentar o assunto.

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