Até tecnologia israelense é usada para deter o que parece ataque terrorista contra o patrimônio público representado pelos atos de vandalismo nos orelhões. Na madrugada de sábado, três aparelhos foram depredados numa distância de menos de um quarteirão da Avenida Higienópolis, entre as ruas Aminthas de Barros e Professor Joaquim de Matos Barreto (Centro).
Prejuízos que, de janeiro ao início de outubro, somam R$ 80 mil.
Funcionários da Rádio Paiquerê, que chegavam para trabalhar, não encontraram outra palavra a não ser ''barbarismo'' para designar a situação de dois telefones públicos em fente à emissora.
Os vândalos esticaram o fio de um dos monofones, amarrando-o a uma árvore. A poucos metros, na esquina com a Aminthas de Barros, o monofone de um aparelho foi roubado e a caixa do telefone quebrada.
''Acho a coisa mais absurda. Uma pessoas que faz isso, deveria ser internada num sanatório. Não imagino como pode haver uma pessoa com um pensamento tão destrutivo assim. É pior que animal'', avaliou o gerente comercial João Carneiro, 54 anos.
A Sercomtel informa que, mensalmente, dos 4.036 telefones públicos, uma média de 180 são depredados. Além do roubo de monofones, os vândalos costumam queimar os orelhões.
Para coibir o roubo de peças dos aparelhos, a Sercomtel adotou uma chave de tecnologia isrealense nos telefones, evitando que chaveiros da cidade consigam abrir, sendo que a patente do sistema vai até 2014. Por determinação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), os aparelhos públicos devem ser consertados em 24 horas.

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