Londrina - Um ato de vandalismo provocou queda de energia em 6.799 residências em Arapongas (Norte) na noite de quarta-feira. Parte dos imóveis ficou sem luz por até uma hora e 40 minutos. A Folha noticiou ontem que atuação de vândalos tem aumentado neste ano no Estado: nos primeiros três meses houve um crescimento de 5% comparado ao ano passado.
De acordo com informações da Copel, o desligamento ocorreu às 21h55, após vândalos terem atingido a rede elétrica com um arame na esquina da Avenida Maracanã com a Rua Tricodomo. A região central, parte da área industrial de Arapongas a Vila Triângulo e trechos dos jardins Bandeirantes, Aeroporto e Tropical foram atingidos. A energia começou a retornar em algumas casas após quatro minutos, mas o serviço só foi normalizado em todos os domicílios às 23h36.
Em Maringá (Noroeste), uma série de atos de vandalismo em diferentes regiões da cidade tem causado transtornos para a população. A maior parte dos casos tem sido registrada contra o sistema de iluminação pública. Uma das vias mais visadas é a Avenida Mandacaru, que nas últimas semanas teve inúmeras luminárias destruídas.
''Os ataques ocorrem quase que diariamente, no trajeto do canteiro central entre o cruzamento com a Avenida Colombo até as imediações do Jardim Paris'', afirma o gerente do setor, Roberto Orlandini.
Segundo Orlandini, substituir sistematicamente os equipamentos danificados não é a melhor solução para o problema. ''Diante da frequência desses atos, estamos registrando boletim de ocorrência junto à Polícia Civil e vamos procurar reforçar o patrulhamento próximo aos pontos isolados e mais vulneráveis aos atos de vandalismo.''
Para o secretário de Serviços Públicos, Gilson Roberto da Silva, os atos de vandalismo são uma questão cultural e só podem ser eliminados com a conscientização da população. ''Mas essa reeducação é um processo demorado. A curto prazo, vamos trocar as luminárias destruídas por um equipamento mais resistente que já temos utilizado em vários espaços públicos da cidade. Afinal, a iluminação é um bem público ao qual toda a população tem direito'', conclui o secretário.

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