Vamos até o fim, diz Padilha ao receber profissionais
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sexta-feira, 23 de agosto de 2013
Flávia Foreque<br>Folhapress 
Brasília - O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, recepcionou ontem em Brasília um grupo de cinco médicos que farão parte de programa que visa suprir a carência desses profissionais no interior do País e periferias de capitais.
Ele criticou a reação de entidades médicas ao programa Mais Médicos e afirmou que o governo vai acompanhar a situação de cada profissional inscrito no programa. "Vamos até o fim. O que nos move é levar médicos aonde não existem médicos no nosso País", afirmou na tarde de ontem no aeroporto internacional de Brasília.
Alvo de maior polêmica do programa, os médicos cubanos ainda não desembarcaram no País. A previsão é de que cheguem a partir de hoje. Ao todo, serão num primeiro momento 400 profissionais da ilha, que junto com outros 244 médicos formados no exterior farão um curso de três semanas de duração sobre língua portuguesa e questões da saúde brasileira.
Questionado sobre críticas do Ministério Público do Trabalho sobre o modelo de contratação dos profissionais de Cuba, Padilha afirmou que o governo está "absolutamente à disposição para mostrar (...) [que] a parceria com a Opas (braço da OMS para as Américas) não é de contratação de profissionais".
O contrato com Cuba é feito por meio do braço da Organização Mundial da Saúde para as Américas. Caberá à Opas encaminhar os recursos brasileiros para Cuba, que então repassará parte dele para os médicos.
"A presença da Opas com regras que ela estabelece é uma grande segurança para que todas as condições de trabalho estejam garantidas para esses profissionais", disse o ministro. Ele ainda reagiu à declaração do presidente da seção mineira do Conselho Regional de Medicina, o pediatra João Batista Gomes Soares, contrário a vinda de cubanos.
Soares disse que os médicos brasileiros não devem assumir nenhuma responsabilidade sobre condutas dos médicos cubanos, caso ocorra problema no atendimento a algum paciente.
"Eu só lamento qualquer postura como essa, qualquer medida de ameaça que possa prejudicar a população. Nós médicos quando nos formamos temos um compromisso com a vida e com a ética, e esse compromisso é em qualquer situação", afirmou.
Padilha recepcionou cinco médicos que desembarcaram em Brasília na tarde de ontem. Ao todo, 244 chegarão em oito capitais até domingo nesta primeira leva do programa.


