Valparaíso pede definição na política do álcool
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segunda-feira, 31 de maio de 1999
Por Antônio José do Carmo 
Valparaíso (SP), 1 (AE) - A maior parte das 212 casas comerciais de Valparaíso fechou as portas hoje, depois das 15 horas, para dar apoio a uma grande manifestação em favor da manutenção e geração de empregos no setor sucroalcooleiro. Cerca de mil pessoas participaram do protesto, na rua principal da cidade. Ínibus das destilarias da região, além de equipamentos usados na lavoura tomaram conta das ruas.
Sobre um palanque, empresários, trabalhadores e políticos fizeram discursos e foram aplaudidos quando a crítica era contra a lentidão do governo em definir as regras de fortalecimento do consumo de álcool combustível no País.
A prefeita de Valparaíso, Maria de Lourdes Marques Melo (PSDB), disse que o Proálcool gerou na década de 80 mais de 4 mil empregos, hoje reduzidos pela metade. Ela lembrou que a população local chegou a 38 mil habitantes no melhor momento de produção, e agora está com 17 mil pessoas.
Êxodo que a prefeita atribuiu à redução da oferta de empregos na Univalem, a maior usina produtora de álcool da região, que vem reduzindo anualmente a cota de produção de combustível puro ou para mistura.
Ainda pelas contas da prefeita todas as atividades produtivas do município faturaram R$ 86 milhões em 1997. Desse total, R$ 56,3 milhões ou 67% vieram do setor alcooleiro. "Quando o governo federal municipaliza responsabilidades públicas, também deve cuidar para não retirar os recursos", disse a prefeita.


