Valores podem ser pagos diretamente ao departamento
Herivelto do Carmo, coordenador da controladoria regional de trânsito do Detran-PR, explica que as taxas dos testes são fixadas por lei estadual e atualizadas anualmente. ''Os valores são tabelados e levam em consideração os custos operacionais para a realização dos testes. O que é cobrado a mais fica por conta das autoescolas, na qual cada uma estipula um valor, de acordo com a concorrência e preço de mercado'', diferencia. No Paraná não existe a possibilidade de tirar a carteira gratuitamente, como acontece em alguns estados do país.
Segundo ele, apesar do vínculo com a autoescola para as provas práticas e a primeira teórica, não há necessidade da empresa marcar os testes que exigem apenas aptidão física e psicológica. ''Estas podem ser pagas diretamente no Detran. O reteste teórico também pode, já que apenas na primeira tentativa é que deve haver a emissão de conclusão do curso'', lembra o coordenador. Já nas provas práticas de direção é obrigatória a presença dos instrutores e o carro do Centro de Formação de Condutores (CFCs).
Dessa forma, os preços cobrados são variáveis e, muitas vezes, exorbitantes. ''Por isso, a importância de um contrato que contenha tudo especificado. Se o candidato considerar o valor abusivo, poderá procurar o Procon, já que não temos ascendência sobre as atitudes dos CFCs'', diz ele, que defende que a escolha pela empresa deve ser feita pela qualidade e não somente pelo preço. ''A estrutura de instrutores e número de carros implicam diretamente no resultado do teste.''
Questionado sobre a necessidade do vínculo com a autoescola, o coordenador comenta que a melhoria na conduta dos motoristas já é percebida. ''Antes, qualquer um poderia ser instrutor, desde que atendesse a algumas exigências mínimas. Hoje, a biometria, formação dos instrutores e o rigoroso treinamento refletem na qualificação do futuro motorista'', argumenta do Carmo. (M.T.)





