Brasília, 24 (AE) - O ministro da Fazenda, Pedro Malan, informou há pouco, durante sua exposição na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, que chegará a US$ 8,6 bilhões o valor da segunda parcela que o Fundo Monetário Internacional (FMI) e bancos internacionais vão liberar para o Brasil, após aprovação do acordo pelo board do FMI. Segundo ele, desse valor US$ 4,5 bilhões serão liberados pelo próprio FMI e US$ 4,1 bilhões pelos bancos. "Isso será um processo importante para a gradual recuperação da credibilidade do País", afirmou o ministro. Ele lembrou que, apesar da crise que o País enfrenta, continua ingressando em sua economia US$ 1 bilhão por mês, em média, em investimentos estrangeiros. Ele disse que, no ano passado, o Brasil foi o quarto país do mundo em termos de atração de investimentos, depois de ter sido o quinto em 1997.
Na interpretação do ministro, o ingresso desses recursos "é uma expressão de confiança no Brasil e em seu futuro". Malan informou ainda que, durante o road show que fez a vários países da Europa, encerrado na semana passada, recebeu de seus interlocutores a manifestação de concordância com a idéia brasileira de que era fundamental a participação do setor privado, tendo sido assegurada a manutenção de linhas de crédito para o País. Malan citou ainda que, na reunião anual da Junta de Governadores do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Paris, encerrada no início da semana passada, teve a percepção, em contato com investidores, de que eles entenderam a capacidade do Brasil de solucionar os seus problemas. "Voltamos com a percepção dessa mudança", afirmou o ministro.

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