Rio, 14 (AE) - O presidente da Companhia Vale do Rio Doce, Jório Dauster, anunciou que a empresa fará ainda mês uma nova operação de securitização de recebíveis de exportação, que consiste em títulos garantidos pelas receitas futuras obtidas com exportações. No início do ano, a Vale testou o mercado securitizando US$ 50 milhões. O presidente da companhia não quis detalhar a operação, que pode alcançar até US$ 1 bilhão.
O diretor de Relações com o Mercado da Vale, Gabriel Stoliar, já revelou que a primeira parcela será de US$ 300 milhões e será coordenada pelo Nations Bank no mercado americano. "A Vale está bem, a operação é mais para ficar presente no mercado internacional do que uma necessidade real de recursos", explicou Dauster, que participou de um seminário sobre comércio exterior no Instituto Brasil-Europa.
Dauster revelou que a empresa está estudando com a Petrobrás e a Escelsa a construção de uma termoelétrica no Espírito Santo. O projeto tem o objetivo de aumentar a capacidade energética da companhia e utilizar o gás que venha a ser descoberto na Bacia do Espírito Santo, uma das áreas a serem licitadas pela Agência Nacional de Petróleo (ANP).
Durante o encontro, o presidente da Vale fez duras críticas à política protecionista dos Estados Unidos e da Europa aos produtos exportados pelos países emergentes. Ele lembrou que o regime imposto pela Organização Mundial de Comércio (OMC) uma melhora das contas externas de países como o Brasil, que tem sua exportação de carne taxada em mais de 100% na Europa. "Os subsídios foram e ainda são usados na economia dos Estados Unidos e da Europa, mas eles não deixam que os outros países usem esses instrumentos", ponderou.

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