Vale detecta apenas 30 toneladas de minério no sul do Pará
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 21 de junho de 1999
Por Carlos Mendes 
Belém, 22 (AE) - A jazida de ouro de Serra Leste, vizinha ao garimpo de Serra Pelada, no sul do Pará, não armazena 150 toneladas do minério, como estimavam os técnicos, mas pouco mais de 30 toneladas. Ao anunciar hoje em Belém o resultado das pesquisas no local, o diretor-presidente da Rio Doce Geologia e Mineração (Docegeo), subsidiária da Companhia Vale do Rio Doce, José Francisco Viveiros, afirmou que isso representava "uma frustração" para a empresa.
Ele disse, durante reunião com deputados paraenses e diretores da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), que hoje a Docegeo está pesquisando outras 140 áreas na província mineral de Carajás, onde surgem amplas possibilidades de novas descobertas de ouro e cobre.
A jazida de Corpo Alemão, apontada pelos técnicos como o "filé mineral" da Vale na região, revelou a existência de 1,6% de minério de cobre e 0,8% grama de ouro por tonelada. No início de 2001, segundo Viveiros, o cobre de Corpo Alemão poderá ser explorado antes do ouro. Até lá, serão investidos cerca de R$ 300 milhões para se chegar à concentração do minério.
Uma empresa de engenharia canadense especializada em escavação subterrânea e um engenheiro alemão estão prestando consultoria à Docegeo no projeto. Viveiros acredita que a queda no preço do cobre no mercado internacional não irá afetar as pesquisas em Carajás.


