Os médicos deveriam evitar na medida do possível prescrever para as crianças vacinas que contenham mercúrio, mesmo se os riscos de problemas neurológicos apresentados por essas vacinas ainda não tenham sido comprovados, segundo cientistas americanos.
Em informe publicado ontem pelo Instituto de Medicina, os especialistas explicaram que examinaram o efeito do timerosal (o mercuroticiato de sódio), frequentemente empregado como antisséptico nas vacinas e outros medicamentos.
Os pesquisadores não comprovaram relação entre a absorção desta substância pelas crianças e o desenvolvimento de casos de autismo, problemas de linguagem, hiperatividade e outros problemas nervosos.
No entanto, os técnicos julgam ''biologicamente possível'' a hipótese que esta substância aumente os riscos para as crianças de desenvolver estes problemas.
Os autores, que fizeram suas recomendações às autoridades sanitárias, julgam necessário realizar estudos complementares para examinar a existência de relações entre as vacinas que contêm timerosal e os problemas neurológicos nas crianças.
As recomendações foram saudadas nesta segunda-feira pela associação Safe Minds, que reúne os pais de crianças enfermas e financia estudos sobre o efeito de substâncias à base de mercúrio, para sua proibição nos produtos farmacêuticos.

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