Cascavel - Em menos de um ano, dois novos tipos de vacinas foram criados para diminuir o desconforto de pacientes. As chamadas vacinas combinadas podem proteger contra até seis tipos de doenças com apenas uma aplicação. Uma das maiores autoridades em Infectologia do Brasil, o médico e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Dr. Edimilson Migowski, esteve ontem em Cascavel ministrando uma palestra sobre o assunto e sobre a importância da vacinação entre adultos.
De acordo com o médico, os principais beneficiados com as vacinas combinadas são os recém-nascidos, que apenas nos primeiros 15 meses de vida, podem receber até 17 tipos diferentes de imunizações. Ele completa que com a chamada Infarix Hexalavante, as crianças são imunizadas de uma só vez, contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B, pólio e meningite. Em alguns casos, apenas duas doses já são suficientes para proteger as crianças.
A outra vacina combinada, conhecida como Tríplice Bacteriana, protege contra difteria, tétano e coqueluche. A grande novidade desta vacina é que até sua criação não existia qualquer tipo de prevenção contra a coqueluche entre os adultos. O doutor Edimilson ressalta que a falta dessa vacina era um grande problema, porque a maior parte dos casos de contaminação do vírus da coqueluche se dá de pais para os bebês, o grupo estatisticamente comprovado com maior incidência de morte.
Sobre os custos para aplicação das vacinas combinadas, o médico afirma que a Infarix pode custar até R$ 130,00, a dose. Já a Tríplice custa em média R$ 70,00 a dose. Ele entende que as mesmas são compensatórias, já que para tomar as vacinas separadamente o valor seria mais elevado.
Para o professor, um paradigma a ser quebrado é a de vacinação para adultos. Segundo ele, o brasileiro ainda não adquiriu o hábito de cumprir o calendário vacinal depois de adulto. ‘‘Algumas doenças precisam ter reforço vacinal na fase adulta’’, explica Dr. Edimilson.
O infectologista acredita que a falta de disposição dos adultos em tomar vacina é uma questão cultural, que começa a ser modificada. Ele observa que até pouco tempo, as campanhas do governo eram dirigidas, apenas, às crianças. O médico diz que ‘‘pensar em medicina preventiva não é algo comum, nem mesmo entre a classe médica’’.
O doutor conclui frisando que o País e o Paraná, em especial, possui um sistema de vacinação muito bem-sucedido, que pode servir de exemplo para outros países.

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