Curitiba - A segunda fase da campanha de vacinação contra a gripe A (H1N1), direcionada a gestantes, doentes crônicos com menos de 60 anos e crianças de seis meses a dois anos, ficou muito abaixo do esperado no Paraná. Segundo números divulgados ontem pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), até a última quinta-feira, apenas 40% das gestantes paranaenses haviam tomado a vacina. Entre os portadores de doenças crônicas com menos de 60 anos, o índice chegou a apenas 27%, e entre crianças de seis meses a dois anos, a 60%.
A segunda fase, que deveria ter sido encerrada na sexta-feira, foi prorrogada em todo o Brasil, já que nacionalmente, a exemplo do que ocorreu no Paraná, a vacinação destes três grupos ficou abaixo do esperado. Doentes crônicos e crianças na faixa etária mencionada poderão se vacinar contra a nova gripe até o dia 23 de abril, dia do encerramento da terceira etapa. Quanto às gestantes, já estava previsto que elas poderiam se vacinar dentro das demais fases da campanha, que se encerra em 21 de maio.
De acordo com o superintendente de vigilância em saúde da Sesa, José Lúcio dos Santos, a vacinação abaixo do esperado na segunda etapa pode ter várias explicações, entre elas o feriado de Páscoa e o fato de gestantes tradicionalmente evitarem vacinas e remédios. O superintendente acredita que a prorrogação da segunda etapa permitirá que o índice de imunização chegue a pelo menos 80% dos grupos incluídos na fase, porcentagem estabelecida como meta pelas autoridades de saúde.
Na primeira fase da campanha, realizada entre 8 e 19 de março e voltada para profissionais de saúde e indígenas em aldeias, não houve problemas para o cumprimento da meta. Segundo a Sesa, no Paraná, 100% dos trabalhadores de saúde envolvidos na resposta à pandemia e 92% da população indígena foram imunizados.
José Lúcio dos Santos afirmou que não há como comparar o perfil dos grupos da primeira e da segunda etapas. ''Cada etapa é como se fosse uma nova campanha, pois cada grupo tem um perfil e uma cultura de vacinação diferentes. Por exemplo, há dois anos, foi necessário fazer um amplo trabalho de conscientização para a campanha de vacinação contra a rubéola entre adultos jovens, porque este é um grupo que, por razões culturais, não está acostumado a tomar vacina, pois considera que não precisa'', argumentou o superintendente.
A terceira etapa teve início ontem, com a vacinação de jovens entre 20 e 29 anos, e vai até 23 de abril. A quarta etapa incluirá idosos com doenças crônicas (24 de abril a 7 de maio) e a última, pessoas entre 30 e 39 anos (10 a 21 de maio). Os grupos prioritários de vacinação foram definidos pelo Ministério da Saúde, já que foram os que mais apresentaram complicações na primeira onda da doença, no ano passado.

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