''Vacina'' é mais um recurso antifurto
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sábado, 09 de agosto de 2003
Andréa Bordinhão<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Buscando driblar os ladrões de carro, que estão cada dia mais qualificados, as seguradoras estão apelando para sistemas contra furtos e roubos mais modernos e eficazes. Em Curitiba, o mais novo método é a ''vacina antifurto'', adotada há dois meses por uma seguradora da Capital. Essa ''vacina'' é, na verdade, a gravação do número do chasis do veículo em todas as peças do carro, desde pára-choques até os bancos. Nenhuma peça fica sem a gravação. Dessa forma, o carro se torna desinteressante para desmanche, diminuindo as chances de furto.
Segundo a Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos de Curitiba, nos últimos sete meses houve 5.675 furtos e roubos na Capital, com um índice de 51% de recuperação. Já no interior do Estado que também inclui a Região Metropolitana de Curitiba esse número foi de 3.737, com 44% recuperados. Os veículos mais difíceis de serem recuperados são os destruídos, desmanchados ou que vão para fora do País. Ainda de acordo com a delegacia, está mais difícil para as quadrilhas o trabalho de levar carros roubados para outros países. Isso leva a crer que boa parte dos veículos roubados vá para desmanches.
O novo sistema de gravação, além de ser uma proteção a mais, reduz o valor do seguro. ''O desconto no preço final do seguro é de R$ 100 a R$ 200, dependendo do perfil do veículo e do condutor'', explica o corretor de seguros Ademir José Dias. O jornalista Gláucio Dias, quando fez a cotação para renovação do seguro do seu carro, descobriu que a gravação, que não teria custo extra nenhum, diminuiria em R$ 100 o valor final. ''As gravações não aparecem, pois são em partes internas. Isso é, não deteriora o carro. Pelo contrário, agrega valor, pois ele se torna menos visado'', acredita.
Os ladrões são ''avisados'' das gravações por meio de um adesivo colocado nas janelas do carro. Segundo José Dias, alguns clientes preferem não usar os adesivos, pois acham que podem fazer com que os bandidos depredem o carro. O jornalista não é dessa opinião. ''Tem que mostrar que o carro está protegido. Isso é mais uma forma de inibir a ação dos ladrões, já que não é uma coisa visível'', argumenta.
A gravação do número do chasis em todas as partes do carro já vinha sendo adotada pela seguradora desde dezembro do ano passado na cidade de São Paulo. A empresa não tem dados que comprovem que a vacina diminuiu o número de furtos. Em Curitiba, em julho, segundo mês da adoção do sistema, a oficina da seguradora fez gravações em 34 veículos. Ainda não há previsão de quando o sistema será adotado em outras cidades do Paraná.


