Rio de Janeiro - O surto da doença, que se concentra nas regiões Sul e Sudeste, levou os três laboratórios produtores da vacina Aventis Pasteur, GlaxoSmithKline (GSK) e Merck Sharp & Dohme a zerarem seus estoques. Só em setembro, auge do surto, o Aventis Pasteur vendeu 40 mil doses, o que é suficiente para suprir o mercado durante 10 meses. A expectativa desse laboratório é de que a situação se normalize entre o fim de novembro e início de dezembro.
Em sete semanas, 10.711 pessoas foram atendidas com catapora nos postos de saúde do município do Rio a doença não é de notificação obrigatória.
A presidente da Sociedade Brasileira de Imunização, regional Rio, Isabella Ballalai, disse que há mais de um mês vem recebendo relatos de escassez da vacina. De acordo com Isabella, esse ano o vírus atacou de forma mais agressiva, o que provocou uma ''correria'' às clínicas. ''As pessoas nem sempre têm consciência de que essa é uma vacina importante, apesar de não estar no Programa Nacional de Vacinação. Elas esperaram a doença bater à porta'', disse.
A vacina contra a varicela, mais conhecida como catapora, não faz parte do Programa Nacional de Vacinação e é vendida a cerca de R$ 90 nas clínicas particulares. O diretor-geral do Aventis Pasteur, Marcelo Orpinelli, explicou que os laboratórios mantêm um ''estoque estratégico'' para evitar o desperdício de vacinas caso não haja procura. ''No nosso caso, o estoque era até grande, mas o surto de catapora pegou a todos de surpresa'', disse.
A vacina contra catapora é recomendada pelas sociedades brasileiras de Pediatria e de Imunização para crianças maiores de um ano.

mockup