Vacina contra a gripe inclui agente contra H1N1
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segunda-feira, 28 de março de 2011
Adriana Franco <br> Equipe da Folha <br> 
Curitiba - Seguindo a determinação da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil incluiu a vacina contra a gripe H1N1 na composição da dosagem oferecida gratuitamente pelo Ministério da Saúde todos os anos, contra a gripe sazonal. Este ano, a campanha de vacinação começa no dia 25 de abril e segue até 13 de maio e, além dos idosos a partir dos 60 anos, inclui trabalhadores da área de saúde, indígenas, gestantes e crianças com idades de 6 meses a 2 anos. Essa população representa 1,6 milhão de pessoas só no Paraná.
De acordo com o infectologista Alceu Fontana Pacheco Junior, todos os anos a OMS determina uma nova vacina trivalente que deve ser oferecida à população de maior risco. Este ano, a da H1N1 entrou na dose porque, depois da pandemia ocorrida em 2009, o quadro foi estabilizado no ano passado e agora a doença também é considerada sazonal.
''Passada a fase crítica da doença, o vírus começa a perder força, porque, além daqueles que já foram infectados, existe um grupo bastante grande de pessoas que foram vacinadas e também estão imunes'', ressalta. Ele acrescenta que aqueles que ainda não se vacinaram devem buscar a imunização. Os que estão fora do grupo de risco podem recorrer às casas de vacinação particulares. O valor é cerca de R$ 60,00.
A vacinação será gratuita e estará disponível em todos os postos de saúde do Estado. A restrição fica apenas para bebês com menos de 6 meses e pessoas alérgicas a ovo e derivados. Também é necessário esperar 48 anos em caso de doação de sangue e aguardar a estabilização de quadros de gripes e febres. A vacina terá dose única, com exceção das crianças do grupo, que devem tomar uma segunda dose 30 dias após a primeira.
Histórico
Segundo informações do Ministério da Saúde, em 2009 foram registrados 46 mil casos graves da gripe H1N1 no Brasil, destes, mais de 2 mil resultaram em óbitos. No ano passado, com a campanha de vacinação e de conscientização mais intensa, o número de registros graves caiu para 773, com 99 mortes, baseando-se em dados de janeiro a setembro. Ao todo, foram vacinadas 90 milhões de pessoas no País. Conforme os levantamentos do Ministério, esta foi a maior campanha já realizada no mundo.


