Otávio Magalhães/Agência Estado
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EstoqueFuncionários da Infraero carregam caminhão com caixas da vacina tríplice desembarcadas ontem no GaleãoSeis milhões de doses da vacina tríplice (contra difteria, tétano e coqueluche) chegaram ontem ao Rio, provenientes do Canadá. Elas foram compradas por meio do fundo rotatório da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). Essa quantidade garante o abastecimento por três meses, uma vez que o consumo mensal é de dois milhões de doses. ‘‘Em julho, receberemos da França mais quatro milhões de doses da tríplice, o que regularizará nosso estoque’’, garantiu Paulo Bulhões, coordenador de importações de vacinas do Ministério da Saúde.
Bulhões informou que o Ministério da Saúde está planejando o adiamento da licitação para a compra de vacinas que vão fazer parte das campanhas de imunização de 1998. ‘‘Queremos ter em abril todas as vacinas necessárias para o abastecimento do ano que vem’’, declarou.
O acordo para a compra da vacina tríplice do Canadá foi selado em Washington pelo ministro da Saúde, Carlos Cesar de Albuquerque, em 29 de maio. Elas, no entanto, só poderão ser liberadas de 30 a 45 dias, após análise do Instituto Nacional de Controle de Qualidade de Saúde (INCQS), que pertence à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Ainda ontem, várias amostras da tríplice - a DPT - foram coletadas por lotes e enviadas ao INCQS. De acordo com Bulhões, duas milhões de doses de DPT serão distribuídas pelos estados na próxima semana. Essa parcela refere-se às vacinas italianas, adquiridas no início do ano.
A previsão do Ministério da Saúde é de que até o fim do ano tenham sido compradas 36 milhões de doses da tríplice. Isto permite ao País manter uma margem de segurança no estoque, o que afastaria qualquer possibilidade de desabastecimento.

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