Belo Horizonte
Os quíntuplos nascidos na véspera de Natal na maternidade do Hospital das Clínicas de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, ganharam ontem, na UTI infantil, onde já ocupavam cinco das oito incubadoras instaladas, a companhia de trigêmeos de um outro parto, realizado pela manhã. Os recém-chegados provocaram superlotação na unidade. Os pais dos três bebês tiveram a mesma surpresa do administrador de empresas Júlio César Fonseca e de sua mulher, Selma Maria Vieira de Araújo, que tiveram os quíntuplos quando esperavam apenas quatro crianças, segundo resultados recentes de exames pré-natais.
Segundo o médico Marco Túlio Veintraub, de Belo Horizonte, especialista em reprodução humana, a ocorrência dos trigêmeos foi mais rara que a dos quíntuplos. A explicação é que Selma Araújo, que tinha trompas ligadas, submeteu-se a uma inseminação artificial com a colocação de oito embriões no útero, quando o normal seriam quatro embriões. ‘‘Isso fez com que a chance de gravidez múltipla com quíntuplos, obviamente prematuros, ficasse em torno de 2%’. Já Célia, mãe dos bebês nascidos ontem - que passam bem e devem ter alta em menos de uma semana -, não fez qualquer tratamento. ‘‘Trigêmeos em condições normais aparecem uma em cada 6.400 gestações, ou 0,015% de chance, em termos percentuais’’, disse o médico.

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