UTFPR terá três cursos de engenharia
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segunda-feira, 18 de junho de 2012
Lúcio Flávio Moura <br>Reportagem Local 
Londrina - A Universidade Estadual de Londrina (UEL) prosseguirá insistindo na instalação de novos cursos no campus de engenharia da instituição mesmo com o anúncio de que três cursos da área serão implantados na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), provavelmente já em 2013.
A reitora Nádina Moreno afirmou que a autorização do Palácio Iguaçu para a assinatura do convênio de R$ 3,8 milhões (o dinheiro será usado pelo governo federal para a compra do terreno que abrigarão os prédios novos) ao mesmo tempo ''dá ânimo'' e ''aumenta o desafio'' para continuar a mobilização da comunidade universitária por novos cursos na área.
''Entendemos que a cidade ganha com os novos cursos de engenharia que serão instalados na UTFPR. Mas também entendemos que não vamos deixar de lutar por cursos de engenharia na UEL, até mesmo cursos iguais porque há uma demanda muito grande no mercado nestas áreas'', afirmou Nádina. ''Também queria dizer que a UEL gostaria que o governo federal ajudasse instituições estaduais de ensino assim como o governo estadual ajudou uma instituição federal''. A UTFPR vai ganhar três escolas de engenharia - Mecânica, Química e de Produção.
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Nivaldo Benvenho, disse que a mobilização por novos cursos na UEL deve continuar mesmo com a confirmação dos cursos na instituição federal. ''Temos a informação que pelo menos um novo curso de engenharia deve ser implantado a médio prazo'', declarou.
No entanto, Benvenho comemorou o anúncio do governo estadual. O líder empresarial comparou a ''mobilização vitoriosa da sociedade civil'' com o trunfo em outras bandeiras históricas das entidades, como a instalação nos anos 70 da UEL e do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar). ''É assim que a gente faz a cidade crescer''.
O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), Gérson Guariente, avalia que o anúncio satisfaz parcialmente o clamor do Núcleo de Desenvolvimento Empresarial, grupo de entidades que liderou a campanha pela instalação de cursos de engenharia na UEL. ''Acreditávamos que a UEL seria uma escolha mais adequada pela história, pelo quadro funcional e de professores, pela facilidade de se implantar os cursos'', opina Guariente, que admite porém que as três novas escolas superiores serão importante para diminuir a carência de mão de obra.
O empresário lembrou que os empresários pleiteiam 11 novos cursos de engenharia. ''Ainda faltam oito e vamos continuar mobilizados para a implantação de novas escolas na UEL, uma instituição que ficou para trás por não ter sido atendida como outras universidades. Queremos corrigir essa distorção o mais rápido possível'', afirma Guariente.


