UTFPR expõe produções científicas em semana acadêmica
Projetos da engenharia mecânica vão desde veículos para corrida, foguetes até robôs para luta
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quarta-feira, 18 de setembro de 2019
Projetos da engenharia mecânica vão desde veículos para corrida, foguetes até robôs para luta
Isabela Fleischmann - Grupo Folha 
A quarta-feira (18) foi de exposições de trabalhos na UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), zona leste de Londrina. Os alunos da engenharia mecânica apresentaram projetos durante a 3ª Semana Acadêmica do curso, que faz parte do primeiro evento científico interdisciplinar do campus londrinense da universidade.

Na semana sem aulas, voltada para apresentações, palestras e workshops, projetos promissores ganham espaço. Nesta quarta, outros cursos, como engenharia de alimentos e engenharia química, tiveram eventos na UEL (Universidade Estadual de Londrina), no Hotel Crystal, no centro, e visita técnica. A programação com lançamento de livro e palestras no 1° CIUL (Congresso Interdisciplinar da UTFPR Londrina) segue até sexta-feira (20).
Na exposição de trabalhos organizada pelos próprios estudantes, a equipe do Robotic Monkeys mostrava três dos cinco robôs construídos por eles. Os robôs disputam competições de combate não destrutível com outras faculdades. O projeto de extensão tem quatro anos e a ideia é produzir robôs cada vez mais inteligentes com os conceitos de automação. “Toda a programação é feita em um software e o robô é controlado por Bluetooth”, contou a estudante de engenharia mecânica Beatriz Figueiredo, 22. “Pretendemos trabalhar e desenvolver mais o controle de automação para participar de competições de robôs destrutíveis”, ou seja, que possuem armamento, lâminas, explosivos, para destruir o robô da outra equipe durante uma batalha.
O que parece brincadeira é uma forma de desenvolver as teorias aprendidas em sala de aula e se colocar como potencial para as empresas interessadas em desenvolver tecnologia de automação.

De um ônibus antigo e abandonado no campus, estudantes fizeram um laboratório móvel. A cena remete ao seriado “Breaking Bad”, com um laboratório dentro de um veículo. A recente ideia reuniu projetos de hidráulica, representações de pistão de motor e outras engenharias que usam teorias da energia mecânica e cinética. O estudante Marco Andrade, 29, explica que o LabMóvel deve visitar escolas para mostrar para as crianças os conceitos básicos da engenharia. Por isso, são projetos lúdicos: desde um “braço mecânico” feito com papelão até um jogo de PacMan que funciona com fluidos.

Vinicius Almeida, 20, faz parte do projeto “Tubaturbo”, que desenvolve motores para percorrer a maior distância gastando menos combustível. O projeto tem um motor a combustão e um elétrico que participam de concursos da Shell e da Petrobras. No ano passado, o TubaTurbo conseguiu o 4° lugar no prêmio Petrobras. “A ideia é fazer o carrinho andar 40 quilômetros com um litro”, explicou.

Os alunos da mecânica do projeto Gravidade Zero fazem foguetes. A estudante Ana Carolina Vidal, 22, mostrou o modelo menor, de 15 centímetros, que chega a 260 metros. E o maior, com pouco mais de 30 centímetros, que atinge até um quilômetro. Os estudantes projetam o foguete com um software. A ogiva é feita com uma impressora 3D e o corpo do foguete é de papelão. Agora, a ideia é desenvolver o foguete com motor de água para poder lançá-los nas escolas. “Já desenvolvemos outro motor, está na fase de testes, já conseguimos fazer o teste estático”, conta.

Levar o teórico da faculdade para a prática é um desafio enfrentado por Guilherme Vicente, 20, e Nayara Spinassi, 23. Os alunos participam do projeto BAJA, que desenvolve veículos para competições e corridas, nas quais eles mesmos dirigem. Quarenta alunos fazem parte do programa de extensão, que já produziu três carros. Eles atingem 47 km/h. “Com a produção de cada parte do carro, temos que lidar com os imprevistos que não vemos quando projetamos no computador”, lembrou Vicente.



