Usuários sabem do risco, mas se rendem ao preço
Consultados pela reportagem da Folha, alguns londrinenses disseram que utilizam o serviço mesmo sabendo dos riscos que oferece. Uso eventualmente e sei que tem perigo. Mas o preço e a agilidade compensam, afirmou o motorista Benetido Simplício. Um amigo meu morreu em um acidente e aí parei de usar. Mas continuo achando que é uma boa opção de transporte, disse o desempregado Paulo César Mendes.
O diretor de trânsito e fiscalização da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Álvaro Grotti, aguarda uma recomendação do Ministério para iniciar os estudos de vulnerabilidade das motos. Apesar de serem mais sujeitos a acidentes, o diretor entende que os mototáxis são uma alternativa formal de emprego e, portanto, não deveriam ser extintos.
Movimentando pelo menos R$ 500 mil mensais na cidade, o serviço de mototáxi é também considerado pelo presidente da Codel como uma boa alternativa para a geração de empregos formais. Segundo ele, no caso da extinção da atividade, o déficit ocupacional em Londrina, atualmente estimado em 17 mil vagas, aumentaria de imediato em 5%. A profissão é regulamentada de forma correta. Londrina tem baixo índice de acidentes com motos e o Ministério não poderia generalizar. Além disso, a cidade já é praticamente dependente do serviço; os danos seriam muito maiores que a simples redução de 900 postos de trabalho, concluiu. (A.M.)





