Paulo Ubiratan
De Londrina
Usuários da BR-369, no trecho entre Jataizinho/Londrina, entraram com uma representação na Coordenadoria de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) em Londrina. A representação foi encaminhada pelo presidente da Associação dos Usuários das Rodovias do Paraná, Paulo Ferreira Muniz. ‘‘Esta ação foi assinada por 69 usuários, moradores de Assaí que pedem a revisão do valor do pedágio que são obrigados a pagar à concessionária Econorte’’, disse.
A representação se baseia no fato de que os usuários não têm garantido o princípio da isonomia, um preceito constitucional. Conforme destaca Muniz, o pagamento da tarifa deveria ser feito de acordo com os quilômetros rodados na rodovia pedagiada.
Na representação é esclarecido que os usuários percorrem um trecho de 20,3 quilômetros (de Assaí a Londrina) e pagam o pedágio de R$ 1,60, como se estivessem perfazendo um trajeto de 90 quilômetros. ‘‘De Assaí até o posto de pedágio eles usam apenas 300 metros da BR-369, pois chegam até lá através de uma estrada secundária que a Econorte não possui concessão. Depois do posto, eles percorrem mais 20 quilômetros para chegar a Londrina’’, explicou o presidente da associação. Ele conclui: ‘‘Na realidade, trata-se de mais uma injustiça que se pratica contra os usuários das estradas pedagiadas.’’
Na próxima segunda-feira, as tarifas do pedágio nas estradas do Paraná serão elevadas em 116% para carros de passeio e 76% para caminhões. Nesta sexta-feira, deve ser marcado o início de uma greve dos caminhoneiros do Estado, contra o reajuste do pedágio. A definição da greve será em assembléia da categoria em Ponta Grossa.

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