Londrina - As chuvas fortes dos últimos dias colocaram em evidência dois velhos problemas enfrentados pelos londrinenses: as infiltrações na Rodoviária, principalmente na entrada dos passageiros, e no Terminal Urbano Central. Usuários não poupam críticas ao estado de ambos os locais.
''É complicado, a gente vê essa água pingando, molhando o chão fazendo com que as pessoas corram o risco de escorregar e cair. E tem também os ônibus que passam justamente aqui em cima dessa infiltração. Vai saber se um dia isso não cai?'', questiona a professora Jeisiane Gonçalves, que estava sentada na entrada da Rodoviária de Londrina ontem.
''Faz dez anos que trabalho aqui. E de lá para cá a situação só piorou'', lamentou o taxista Amauri Bento. ''Eu não sou engenheiro nem nada, mas pode perceber que os pontos com mais infiltração são justamente onde mais ônibus estacionam. É preciso arrumar isso urgente'', reivindicou. No mês passado 170 mil passageiros passaram pelo Terminal Rodoviário.
De acordo com informações passadas pela Administração da Rodoviária o taxista está certo. O local com mais infiltrações, a entrada próxima ao estacionamento, é justamente onde existe um maior movimento de parada e saída de veículos. No entanto, de acordo com um estudo de 2007, a infiltração não oferece danos estruturais graves.
Ainda segundo a administração, um projeto que abrange um novo sistema de drenagem está perto de ser concluído. A expecativa é de que a licitação seja realizada no início de 2012, para que a obra possa ser concluída até as férias de julho do próximo ano.
No Terminal Urbano Central o drama é ainda maior. ''Aqui tem goteira por todo lado. O banheiro é uma vergonha, tudo sujo. Não tem bebedouro suficiente para os passageiros'', comentou o cobrador José de Carvalho, que trabalha há nove anos no local.
Para o encanador Donizete Aparecido, o estado do terminal é ''lastimável''. ''Parece que construíram e nunca mais mexeram. Tem essa buraqueira, infiltração, está precisando de uma boa reforma.'' Por dia passam pelo terminal cerca de 120 mil pessoas.
De acordo com o administrador do terminal Marcelo Soares, a última vez que o local passou por uma reforma geral foi em 1994. Segundo Soares, em março de 2010 o local passou por uma vistoria, feita por engenheiros da própria prefeitura. Um relatório com fotografias apontam os locais críticos que precisam passar por reforma. ''No começo deste ano foi fechado um orçamento de aproximadamente R$ 500 mil para a reforma'', declarou Soares, que não precisou a data para o início das obras.

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