Curitiba- A demora de dois a três meses para conseguir agendar consulta com um especialista pelo Sistema Único de Saúde (SUS) não agrada a manicure Jéssica Cristina Prestes dos Santos, 24 anos. A espera por outros três meses para o retorno dos três filhos ao pneumologista, também, a incomoda. ''Mas, reclamar para quê? Não vai adiantar nada. Vai continuar tudo do mesmo jeito'', disse em tom conformado. O detalhe é que Jéssica, mesmo que tivesse disposição para fazer valer seus direitos, não saberia a que órgão público recorrer (veja box nesta página).
Esse, também, é o caso da aposentada Judite Alves Ribeiro, 55 anos. ''É no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social)?'', indagou. Ela acompanhava a mãe, Carmelina de Souza Forostesk, 76 anos, que estava internada em um grande hospital de Curitiba, há dois dias. Disse não ter queixas quanto ao atendimento pelo SUS, mas admitiu que agilidade no internamento teve a ajuda do médico particular, que providenciou o encaminhamento. Judite pagou R$ 90,00 pela consulta.
O feirante Laurecil Laurindo Cirino, 48 anos, que viajou de Campo Mourão a Curitiba para levar o filho ao ortopedista, encara a demora no atendimento na fila do SUS como uma coisa ''normal''. ''A gente espera pra tanta coisa. No banco, no supermercado. Porque não vai esperar aqui também'', comparou. A consulta pré-agendada tomou poucas horas de seu tempo. Em uma situação emergencial, no entanto, a rapidez no atendimento teria outro peso, admitiu.(A.L.)

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