Usuários ganham aliados na luta contra pedágio
A Associação dos Usuários de Rodovias ganhou novos aliados na luta pela suspensão dos contratos de concessão da cobrança de pedágios. Ao todo são 2.035 quilômetros de estradas, no Paraná, que estão sendo exploradas pela iniciativa privada. Uma das entidades que decidiu apoiar os objetivos da Associação dos Usuários é a Coordenadoria das Associações Comerciais, Industriais e Agropecuárias do Oeste do Paraná (Caciopar).
O presidente da Caciopar, José Roberto Guilherme, está informando as 48 associações comerciais e industriais da região que integram a coordenadoria a decisão de apoiar o cancelamento dos contratos. Ele diz que a manifestação da entidade é resultado de uma análise minuciosa do documento elaborado pela Associação dos Usuários que apresenta irregularidades em relação aos contratos firmados com as concessionárias.
Além do descumprimento de artigos, principalmente no que se refere à execução de obras de restauração, melhorias e para aumentar a capacidade de fluxo das rodovias pedagiadas, constata-se que a cobrança é feita sem que haja vias alternativas de tráfego, justifica o presidente da Caciopar.
O empresário afirma não ser contra o pedágio, desde que se respeite a íntegra dos contratos e se trabalhe em favor da população. Os preços estão muito elevados e os serviços oferecidos em troca deixam a desejar. Por isso, apoiamos a bandeira defendida pela Associação dos Usuários das Rodovias do Paraná, acrescenta José Roberto.
De acordo com o Rogério Stein, vice-presidente da Associação Comercial e Industrial de Cascavel (Acic), algumas entidades do Oeste do Paraná firmaram um abaixo-assinado endereçado ao Ministério Público Federal de Londrina, para que requeira junto à 1ª Vara Federal, a concessão de tutela antecipada nos autos de ação civil pública que defende a suspensão de cobrança do pedágio, face à inexistência de vias alternativas.
A mobilização faz parte da estratégia adotada em relação às demais Procuradorias da República do Estado e busca criar instrumentos de pressão para que governo e concessionárias decidam rever a estrutura do pedágio no Paraná. Não somos contra o pedágio em si. Defendemos uma relação justa entre custo e benefício e participação efetiva dos usuários nas definições e sobretudo na fiscalização de melhorias, conclui Rogério Stein. (Gilmar Agassi, de Cascavel)





