Usuários esperam meses por consultas e exames
Moradora do Jardim Tóquio, na zona oeste de Londrina, Jéssica Corrêa Leite foi até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no Jardim Sabará após não encontrar um médico na Unidade Básica de Saúde (UBS). "No posto de saúde do bairro precisa agendar a consulta com médico. Esperei cerca de duas horas para ser atendida na UPA e agora tenho que aguardar o resultado do exame por causa da infecção no estômago. Acho que vou ter que fazer um plano de saúde", desabafou.
Já a dona de casa Roseli Ribeiro, moradora da zona norte, disse que aguarda há seis meses a resposta do pedido de exames na área de ginecologia e gastro para verificar a necessidade de procedimentos cirúrgicos. "Depois do resultado ainda vou ter que esperar dois ou três meses para conseguir uma consulta no retorno ao médico. Às vezes, o resultado do exame não vale mais e precisa fazer tudo de novo. Isso já aconteceu comigo", reclamou.
Advaldo João de Almeida acompanha há 20 dias a internação da mãe de 89 anos no Hospital da Zona Sul. Ao contrário da maioria dos usuários do SUS, ele elogiou o atendimento público. "O cuidado da equipe, a limpeza e a alimentação são de qualidade. Minha família ficou satisfeita com atendimento", comentou.
Segundo os últimos dados do SUS, divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde no ano passado, 33,7 mil internações foram realizadas em Londrina em 2013, com um custo de aproximadamente R$ 46,2 milhões. O gasto médio por paciente na cidade é de R$ 1.370,95 e o tempo de permanência no hospital é de 6,6 dias, em média. (R.F.)





