Londrina - A maioria dos usuários que circulava ontem pelo Terminal Urbano
apoiou a paralisação dos cobradores e motoristas. Rosimara Aparecida Bárbara, de 31 anos, que utiliza os ônibus com o auxílio de muletas, conta que todos os dias precisa da ajuda dos cobradores para orientar quando ela está subindo ou descendo do ônibus. '' Sem os cobradores vai complicar a minha vida, pois os motoristas não me enxergam'', afirma.
A secretária executiva Sônia Porto diz que uma paralisação irá complicar bastante a sua vida, pois precisa ir e voltar do trabalho em pouco tempo, mas entende que é direito dos cobradores em lutar pelo trabalho deles. ''Bom não é, aliás, se eles pararem, para mim será péssimo, mas sem os cobradores complicará muito a vida de quem for pagar em dinheiro e daqueles que possuem mais idade ou deficientes físicos'', comenta.
O organizador de eventos, Maurício Giovannetti, de 46 anos, diz que a tendência é que essas profissões acabem diante da evolução das coisas. ''Mas sou contra o edital e acho válida uma paralisação, pois eles estão lutando pelo direito deles'', comenta.

Câmara

Pela manhã, durante reunião realizada no plenário da Câmara para debater a redução gradual de cobradores, o presidente do Sinttrol, João Batista da Silva, afirmou que a categoria não aceita afronta ao que está nos instrumentos normativos, que determina a permanência dos cobradores até as 19 horas nos ônibus normais. ''Não viemos flexibilizar nada, não aceitamos a retirada dos cobradores sem um entendimento prévio, caso contrário iremos paralisar a frota.''
O encontro teve a participação também de representantes do Procon, da CMTU, o vereador Joel Garcia (PTN), e o presidente da Câmara, Gerson Araújo. As empresas de transporte e o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo de Londrina (Metrolon) não compareceram. (V.O. e Érika Gonçalves)

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