Londrina - Londrina não foge à regra no que diz respeito às tendências de consumo de álcool no País. Embora não existam estatísticas locais comprovando o crescimento no índice de mulheres que ingerem bebida alcoólica, tem aumentado a procura feminina por atendimento no Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps-AD). Segundo a diretora de Serviços Complementares da Secretaria Municipal de Saúde, Angela Lima, a tendência é percebida no dia a dia dos profissionais.
"Há a percepção de procura maior do público feminino motivada pelo uso de álcool, ainda que a grande parcela procure o serviço em função do uso de múltiplas drogas", explicou a diretora. Angela esclarece ainda que a percepção dos danos gerados e a busca por tratamento geralmente são mais tardias, em se tratando do álcool. Ela ressalta que os efeitos podem ser devastadores no organismo, e por isso defende um maior enfrentamento do problema.
"Os dados do levantamento são ainda mais preocupantes porque as mulheres reagem de forma diferente ao álcool. Há características fisiológicas no organismo feminino que fazem com que o efeito da bebida seja ainda mais danoso", argumentou.
A diretora ressalta ainda a maior exposição a relações desprotegidas, que podem resultar em gravidez indesejada e em doenças sexualmente transmissíveis. "As alterações provocadas pelo álcool diminuem as barreiras de proteção da mulher, sem falar nos efeitos do vício sobre as que estão grávidas, como a síndrome alcoólica fetal, responsável por muitos casos de retardamento mental", disse.

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