Brasília, 10 (AE) - A Universidade de São Paulo (USP) ficou em primeiro lugar no Exame Nacional de Cursos (provão) entre as instituições paulistas com pelo menos seis cursos avaliados este ano. Dos 22 cursos da USP submetidos ao exame, 19 tiraram conceito A (o melhor, numa escala de A a E), o que representa um índice de aproveitamento de 86,4%. Em segundo lugar, também considerando apenas as instituições com no mínimo seis cursos avaliados, ficou a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Dos nove cursos da Unicamp que participaram do provão
sete obtiveram conceito A, atingindo um aproveitamento de 77 7%.
O provão, realizado em junho, avaliou 13 áreas do conhecimento: administração, direito, economia, engenharia civil
engenharia elétrica, engenharia mecânica, engenharia química, jornalismo, letras, matemática, medicina veterinária, medicina e odontologia. Em São Paulo, 23 instituições tiveram cursos avaliados com o melhor conceito. Dos 22 cursos da USP, apenas 3 não obtiveram A. O de jornalismo ficou com o pior conceito (E), por causa do boicote dos estudantes. Odontologia, no câmpus de Bauru, obteve B, o mesmo resultado do curso de medicina no câmpus de Ribeirão Preto. Já a Unicamp ficou com B em engenharia química e em odontologia, no câmpus de Piracicaba.
No caso da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas, que teve apenas um curso avaliado (administração), o conceito recebido foi A - de modo que o aproveitamento da instituição atingiu 100%. Foi assim também na Faculdade de Administração da Fundação Armando álvares Penteado, cujo único curso examinado obteve A. Avaliação - Para Jacques Marcovitch, reitor da USP, o bom desempenho no Provão deve-se principalmente ao sistema de avaliação permanente da instituição, feito em quatro níveis: corpo docente, departamentos, câmpus e global. Os professores são avaliados pelo departamento ao qual pertencem e por uma comissão de regime de trabalho. Marcovitch explica que todos são estimulados a publicar artigos em revistas científicas.
Já a avaliação dos departamentos é feita a cada cinco anos por dois professores brasileiros de outra universidade e um do exterior. Os critérios de avaliação envolvem atividade de extensão, ensino e pesquisa. A avaliação das unidades da USP localizadas fora de São Paulo segue os mesmos princípios. Por fim, explica Marcovitch, para o relatório geral, a USP criou 35 indicadores capazes de acompanhar a produção da instituição como um todo. Nessa relação, está incluída até a atividade dos museus.
O sistema de comparação do desempenho apenas das instituições que mantêm no mínimo seis cursos foi adotado pelo Estado por representar quase metade das áreas do conhecimento avaliadas pelo provão (13). Participaram do exame nessas condições, em São Paulo, 23 instituições de ensino superior. Entre elas, a Universidade Estadual Paulista (Unesp) e as Pontifícias Universidades Católicas de São Paulo e de Campinas.
A Unesp, que como a USP e a Unicamp é estadual, obteve 9 conceitos A entre os 27 cursos que participaram do exame, o que representa 33,3%. Esse índice foi inferior ao da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), que não foi incluída na comparação por ter apenas quatro cursos no provão. O Ministério da Educação (MEC) não vai elaborar ranking das universidades. (Colaborou Gabriela Athias)

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