Agência Folha
A USP (Universidade de São Paulo) vai isentar entre 5.000 e 7.000 estudantes oriundos da rede pública do pagamento da taxa de inscrição para o vestibular deste ano. A medida, inédita na instituição, tem por objetivo democratizar o acesso, principalmente de estudantes negros, à USP, considerada uma das mais importantes e concorridas universidades do país.
‘‘Como, em geral, os negros estudam em escolas públicas, eles deverão ser indiretamente beneficiados pela medida’’, diz João Baptista Borges Pereira, presidente da Comissão Permanente de Políticas Públicas para a População Negra da USP. A decisão de isentar os alunos da rede pública do pagamento das taxas de inscrição resultou de uma negociação entre a Fuvest e a comissão, que tem como uma de suas funções estimular o ingresso e a permanência de estudantes negros na universidade.
Para ter isenção da taxa, o aluno deve estar matriculado na rede pública. Também serão definidos outros critérios, que ainda estão sendo discutidos pelo Conselho Curador da Fuvest, fundação responsável pelo vestibular da USP. A decisão deve ocorrer até o final deste mês, quando o manual do candidato ao vestibular vai terminar de ser elaborado. Um dos critérios em estudo é a apresentação de documentos que comprovem que o aluno vive em uma família de baixa renda.
Outra possibilidade é fazer o reembolso do valor da taxa de inscrição do vestibular aos candidatos oriundos da rede pública que forem aprovados no exame. ‘‘Estamos verificando como operacionalizar a medida da melhor forma,’’ diz Adolfo Melfi, presidente do Conselho Curador da Fuvest.

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