USP e Unicamp estão no top 10 em ranking do Brics
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
Agência Estado 
São Paulo, 16 (AE) - As Universidades de São Paulo (USP) e Estadual de Campinas (Unicamp) estão entre as dez primeiras no ranking QS dos países que formam o Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). A lista foi divulgada ontem pela "QS Quacquarelli Symonds University", publicação da Grã-Bretanha que divulga alguns dos principais rankings mundiais de internacionalização das instituições de ensino superior.
Na lista, a USP aparece em 8º lugar e a Unicamp, em 10º. A China obteve o primeiro lugar, com a Universidade de Tsingua, e é o destaque do rol, com 40 universidades no top 100, 22 entre as Top 50 e 4 entre as Top 5. Na comparação entre países, a Rússia ficou em segundo lugar, com 19 instituições entre as Top 100 e o Brasil em terceiro, com 17. A Índia aparece com 16 universidades e a África do Sul, com 8.
Os resultados do ranking incluem mais de 9,8 mil entrevistados acadêmicos e empregadores que operam dentro desses países. Para a classificação das universidades, foram considerados oito indicadores, como reputação acadêmica, reputação entre empregadores, proporção de professores e alunos, professores doutores, publicações, citações em artigos científicos e número de professores e de alunos internacionais.
Pela primeira vez a QS fez um ranking dedicado exclusivamente aos Brics. A ideia partiu do Ministério da Educação da Rússia, que contratou uma empresa, a Interfax, para fazer dois pilotos de rankings: um dos Brics e outro dos países da Comunidade dos Estados Independentes. A Interfax procurou a QS para as duas juntas elaborarem o ranking dos Brics.
O chefe de pesquisa da QS, Ben Sowter, disse que com o resultado foi possível ver que, assim como as economias dos Brics, é possível destacar que não existe uma "distinção clara entre as novas instituições e as que já existem na arena global". "As Top 10 relacionadas com reputação acadêmica mostram os resultados globais de perto, deixando claro que essas universidades são altamente consideradas por seus pares internacionais. Acreditamos que, eventualmente, as nações Brics terão mais instituições com bom desempenho regional, bem como mundial."


