USP decide na sexta situação de matriculados no 2º ano de Letras
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 22 de fevereiro de 2000
Por Cristina Charão 
São Paulo, 23 (AE) - A diretoria da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo (USP) marcou para sexta-feira, às 10 horas, uma reunião para tentar acabar com o impasse sobre as matrículas dos alunos do segundo ano do curso de Letras. No mesmo dia, os estudantes farão uma manifestação em frente à Reitoria, exigindo que as matrículas sejam anuladas.
Uma liminar concedida em janeiro aos estudantes prevê o cumprimento integral do edital de convocação lançado em 1999, que definiu as regras para matrícula após a reforma curricular feita pela faculdade. Com a instituição do ciclo básico para todos os ingressantes, a escolha da habilitação deveria ser feita no fim do primeiro ano, e a ordem de matrícula seria definida pelo desempenho de cada aluno. No entanto, a escola realizou a inscrição antes de divulgar as notas.
Sem saber sua posição no ranking, os cerca de 500 estudantes que passaram para o segundo ano não tinham como prever em que habilitação (língua) teriam chances de ser matriculados. Segundo o diretor do Centro Acadêmico de Estudos Linguísticos e Literários (Caell), Waldir Freire Júnior, os alunos fizeram suas inscrições sem planejamento, pressionados pela direção, que ameaçava com a perda da vaga.
A Comissão de Graduação informou que está reformulando o processo de matrícula para adequá-lo às exigências da liminar. Na segunda-feira, os estudantes poderão inscrever-se para a habilitação Português. A matrícula em duas habilitações de livre escolha - em vez do Português obrigatório -, também exigida pelos alunos, deverá ser atendida. A restrição das opções foi justificada pela impossibilidade de ampliação das turmas de várias disciplinas.


