Uso ilegal de gás pode ter provocado explosão no RJ
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quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Pedro Dantas e Bruno Boghossian <br> Agência Estado 
Rio - O estoque clandestino e o uso ilegal de cilindros de gás foram as prováveis causas da explosão que matou três homens, feriu 17 pessoas, sendo que deixou três em estado grave, na manhã de ontem, no restaurante Filé Carioca, na Praça Tiradentes, no Centro do Rio de Janeiro. O impacto quebrou janelas até o 9º andar do Edifício Riqueza. O deslocamento de ar projetou um dos corpos por 35 metros.
A tragédia ocorreu às 7h21, depois que os funcionários tentaram sem sucesso controlar um vazamento de gás. O tremor foi sentido em outros prédios e levou pânico aos hóspedes de um hotel da cadeia Formula 1, vizinho ao restaurante.
De acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Sérgio Simões, o condomínio do Edifício Riqueza foi notificado sobre a proibição do uso de gás em agosto de 2010. Ele mostrou um laudo com o parecer de que ''a edificação não foi aprovada para a utilização de gás combustível seja sob a forma de cilindro de GLP ou canalizado, não sendo admitido abastecimento de qualquer tipo de gás combustível sem a prévia autorização da DGST (Diretoria Geral de Serviços Técnicos)''. No entanto, o restaurante continuou funcionando da mesma forma.
O presidente da Sociedade Amigos da Rua da Carioca e Adjacências (Sarca), Roberto Cury, disse que há um mês compareceu a uma reunião no restaurante e viu botijões no local. A CEG, concessionária de fornecimento de gás do Rio, informou que desde 1961 não abastecia o prédio por falta de estrutura do local. Após a explosão, os bombeiros recolheram três botijões de gás de 13 litros. Funcionários revelaram que o fogão era abastecido por uma bateria de cilindros de gás interligados, que tinham apresentado vazamento na última terça-feira.
O proprietário do Filé Carioca, Carlos Rogério do Amaral, de 47 anos, que pode ser indiciado por homicídio culposo, foi internado em estado de choque no Hospital Quinta D'Or e não comentou a tragédia. O advogado do restaurante, Bruno Castro, informou que a empresa vai prestar toda a assistência necessária às vítimas da explosão e que foram contratados peritos particulares para investigar as causas do acidente.


